Got it

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quinta-feira, 12 de março de 2015

Bom dia, amor

Para você saber, acordei pensando em você. E até dormindo, você estava comigo. Parece engraçado quando você me responde e, muda completamente o tom, usando aquele-meu-apelido-seu que faz todo meu coração te ler de forma diferente. Eu acredito que você ainda não entende, assim como eu, como que viemos parar aqui, depois de tanto tempo. Ainda não entendi por que toda essa confusão, tão costurada, nos persegue. Eu não me pergunto mais se você me ama, aprendi a me contentar mais com os gestos do que com as palavras. O problema é ter confiança nos gestos, o problema é interpretá-los de forma correta. Só porque eu te amo, e não sei esconder, possa pensar que você me ama. É um egoísmo total, já to sabendo. É que amar você tem me feito em feridas que por anos tenho, inutilmente, tentado sarar. E ai, com essa pomada que passo, vejo formar casca é preciso confessar, me da um desespero ver que criou casca. Eu mesma, rasgo de novo, só pra poder ver sangrar. Porque tão vermelho e tão bonito é te amar. 
É estranho. 
Mas logo que você voltou, demorei a rasgar essa casca de novo. Mesmo te amando, ainda consegui ser superficial com quem sempre fui intensa. E agora, depois de segurar tanto, não me contenho novamente e aonde que eu vou parar com isso, hein? Semanas que se passam, dias que se contam e mais um mês estamos aqui. Eu sonho de novo com nós dois em uma casa. É loucura, não é? Eu sei. Não me julga, não deixa ninguém saber. Agora eu acredito muito mais na gente. Logo agora. Eu sei o que você está pensando, estou ferrada. Os teus olhos não passam o despercebido dentro de mim, como sempre, como sempre, como sempre. 
Cá estou eu de novo. Novos dias, noites claras, versos, cartas... 
Vou encher de novo de todas as palavras as minhas lacunas. Eu sou um livro que você escreve, pensando que eu te escrevo. 

sábado, 8 de novembro de 2014

O dia que eu perdi

Foi o dia em que eu tive mais medo, em toda a minha vida. Eu nunca quis perder, mas acho que, lentamente, eu já aceitava essa condição. Isso tudo porque eu nao queria parecer muito decepcionada, caso perdesse. Acho que este foi o meu maior erro. O meu maior erro foi perder a minha força de vontade. Eu não sei se isso me faria ganhar mas, me faria ter sido melhor. Mas, será que ser melhor me vale de alguma coisa? Eu tinha muito medo dos olhos aterrorizantes de decepção que eu esperava receber. São sempre esses olhos que moram nos meu pesadelos. Aquelas palavras de consolo, aqueles gestos de "não foi dessa vez". Eu morro de medo disso. Não sei por que, exatamente. Mas perder me fez ser diferente. Primeiro, perder me fez chorar e chorar. Rir  quando todos viam e cair no choro o mais rápido que pudesse assim que eu tivesse sozinha. Foi, sem dúvida, um dos piores dias da minha vida. Eu chorei porque perdi, chorei porque perdi, chorei porque perdi. Ninguém entende o quanto aquilo me doia. Eu sempre quis que todos ganhássemos porque não acho justo selecionar pessoas e acabei perdendo mais que todos porque quis algo impossivel. Eu gostaria de tirar uma lição de vida deste texto mas, ele só mostra o quanto essa perda mexeu comigo. Porque eu não só perdi uma chance material como perdi um pouco de mim e da minha felicidade, da minha força, da miha fé. As vezes quando você apanha seguido, você desiste e aceita sofrer. Então é isso. Eu hoje aceitei que perdi. O fracasso me subiu a cabeça.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Bagunça


Faz tanto tempo que não entro aqui, hehe. Pensei em escrever sobre as minhas bagunças, que são coisas que me acompanham desde que me conheço por gente. Estou vivendo em plena bagunça desde o começo desse ano, sinceramente eu não vejo a hora de me organizar... Eu sempre fui assim, ficava na bagunça um tempo mas me dava 5 minutos e eu organizava tudo. Dessa vez, esses 5 minutos estão demorando demais. Eu estou com medo, pela primeira vez na minha vida, não me reconheço. Não levanto mais da cama, não tenho mais aquele estalo de ideias e vontade de estudar as coisas que eu gosto que eu tinha. Será que eu estou sumindo com o tempo? Não sei  mais como trabalhar no meu proprio ser para melhorar. O que será que vai ser de mim? Onde será que eue vou parar? Como vou ter coragem e vontade de cumprir minhas tarefas e sonhos? COMO?




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Febres

Eu tenho uma história para contar:
Eu sou estranha. E estou falando sério. Não dá para explicar uma  coisa que venho sofrendo desde quando era bem pequena. Eu admiro as pessoas. No início é superficial, mas do nada, a coisa se torna séria, dentro de  mim. A primeira pessoa que lembro de sentir isso, foi com a Tia Léia. Ela era a diretora da minha escola do pré.Eu gostava dela, e de repente as pessoas começaram a dizer que eu e a filha dela parecíamos irmãs, a partir daí, comecei a gostar mais dela ainda. E um ponto curioso em todas as histórias é: Essas pessoas escolhidas por mim como favoritas "inconscientemente",  acabam retribuindo com algo e então começo a gostar ainda mais delas. E isso aconteceu em todos os casos até agora. Eu fiquei amiga da Tia Léia, fui até dormir na casa dela, e quando esse tipo de intimidade com a pessoa admirada acontece, eu me sinto infinitamente honrada. A próxima pessoa foi a Tia Bene, do Lar. Eu gostava dela, ela me deu um pouco de atenção e eu passei a gostar dela mais ainda e então, eu descobri que ela fazia aniversário no mesmo dia que eu, aí a coisa ficou séria, passei a gostar mais e mais. Eu era criança, então, eu sabia lhe dar melhor com as partidas dessas pessoas. Logo depois, me lembro de ter gostado muito da minha professora da terceira série, a professora Cidinha. E ela retribuiu e ai a coisa toda, ela se aposentou e eu chorei muito, já estava perdendo a habilidade de lhe dar com a partida. Dei uma xícara para ela e sonhei muitas vezes com ela depois... Esse ano eu a vi na avenida, não tive coragem de falar com ela... Mas foi ótimo saber que ela está bem. A próxima pessoa em que depositei minha admiração foi a Heleninha. A história foi que diziam que eu parecia com ela e vice-versa. Não nos gostávamos no começo, e depois dos rumores começamos a conversar e conversar... Ela também acabou saindo da escola, e eu chorei. Mas nos tornamos amigas, e tão amigas que nossa amizade dura até hoje e eu mal posso acreditar que me tornei amiga daquela pessoa que eu tanto admirava! Hoje em dia, a admiração divide espaço com a realidade, mas continuo amando-a da mesma forma... Esse final, foi feliz, aliás. A febre da Heleninha demorou a passar... Até que a D. Suely chegou. Dona Suely é até hoje para mim, o símbolo da pessoa que se soltar uma palavra para a minha pessoa, meu coração congela. Tento sempre agradá-la. E ela me agrada, sempre. Sem saber, é óbvio. Ela é para mim, como os comunistas vêem Frida Kahlo, ou como eu acho que eles vêem. É como as pessoas vêem Joana D'arc. E todas aquelas mulheres admiráveis, engajadas,inteligentes, firmes. Também nos separamos do dia-a-dia,  mas nosso final ainda é  feliz quando nos encntramos... E eu estava completamente tranquila dessas febres quando eu conheci aquela moça alta e bonita da igreja que não sei por que mas gosto dela. Logo depois descobri que ela usava as roupas que eu gostava e depois, ela começou a sorrir para mim. Eu sentava perto dela para poder saudá-la no final do culto, e então ela começou a me abraçar em cada saudação. Descobri que ela se chamava Sara e que tinha um sobrenome legal. Imaginava que ela era chata, descobri que ela era simples quando me convidou para dormir em sua casa sem nem ao menos me conhecer direito. A Sara, é outro final  feliz. Hoje consigo conversar com ela normalmente sem ficar com adrenalina como se tivesse conversando com a Sandra Bullock. É outra que eu tenho febre e que conheço tanto que parece que é uma amiga que mora longe. Sara e eu somos amigas de verdade, viajamos, rimos, cantamos, e já até quase brigamos. Até agora, ela não partiu. E então, eu finalizaria a minha lista das febres que me dão ao gostar de alguém e querer ser amiga desse alguém. Eu estava tão tranquila... Até que aquela mulher das sardinhas que toca órgão e tem o cabelo mais perfeito que já vi, resolve perguntar se estou bem e me receitar polenta pois eu estava muito pálida. Tudo de novo e outra vez. Comia polenta sem parar. Como já estava sentando perto, continuei sentando ainda. Faço de tudo para não parecer paranóica e as vezes prefiro não saudá-la para que não fique chato e estranho demais. Ela tem o mesmo penteado de cabelo que o meu, ela é organista e é tão gentil e meiga quanto eu gostaria de ser. A maior conversa que eu ja tive com a Sela foi essa, a da polenta. Eu até fui à casa da mãe dela e ela estava lá, mas isso foi antes da história da polenta, só que ela ficou do meu lado e eu ainda elogiei a voz dela. Mal sabia eu que a febre me atacaria novamente. E essa história ainda é uma incógnita já que, não sei se o final feliz da Febre Selma vai existir ou não.
A questão é: Eu procuro nessas mulheres alguém para me espelhar porque não admiro minha mãe o suficiente? Eu admiro minha mãe! Mas sou mais crítica quanto às pessoas da minha familia apesar de ter mulheres fantásticas aqui pertinho de mim. Nessas horas eu gostaria de um psicólogo para me dizer, mesmo que fosse friamente,o que ele acha dessas febres! Espero que a da Selma passe logo, independente do final.

P.S: Na foto, é a Selma mais nova, descobri no face dela, que não adicionei para não ficar chato! 
P.P.S: ELA NÃO É FOFIIIIIIIIIIIIIINHA???!?!?!? *-*


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Eu gostaria..

Eu gostaria mesmo que você soubesse, que eu estou muito bem, de verdade, mas que você sempre tem o poder de me cobrar uma pontinha de dor. Já estou acostumada com você, que já me acostumei faz tempo, sei das suas jogadas, conheço seus preços. Sei de cada passo, e sei de cada movimento, esperando sempre minha queda, me esperando de todas as maneiras, nem que seja de uma pra eu chegar até você. Me perdoa, mas eu não vou. Perdoa assim, sem mais nem menos, porque eu não vou mesmo. Você continua aqui, e não preciso dizer nada para isto provar. Mas me parece que o tempo todo tentas provar que não estou contigo, que não existo mais, quando sinto que existo tanto, como esta nova marca. Sei que você está sendo corajoso, mas colocando toda sua coragem em algo perecível, um dia você vai perceber. Enquanto isso, vou assistindo seu show de desastres, pedindo a Deus que te tenha piedade...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Lord

Tudo se move por Seu poder
Sempre por Ele, hei de vencer.