Eu sou estranha. E estou falando sério. Não dá para explicar uma coisa que venho sofrendo desde quando era bem pequena. Eu admiro as pessoas. No início é superficial, mas do nada, a coisa se torna séria, dentro de mim. A primeira pessoa que lembro de sentir isso, foi com a Tia Léia. Ela era a diretora da minha escola do pré.Eu gostava dela, e de repente as pessoas começaram a dizer que eu e a filha dela parecíamos irmãs, a partir daí, comecei a gostar mais dela ainda. E um ponto curioso em todas as histórias é: Essas pessoas escolhidas por mim como favoritas "inconscientemente", acabam retribuindo com algo e então começo a gostar ainda mais delas. E isso aconteceu em todos os casos até agora. Eu fiquei amiga da Tia Léia, fui até dormir na casa dela, e quando esse tipo de intimidade com a pessoa admirada acontece, eu me sinto infinitamente honrada. A próxima pessoa foi a Tia Bene, do Lar. Eu gostava dela, ela me deu um pouco de atenção e eu passei a gostar dela mais ainda e então, eu descobri que ela fazia aniversário no mesmo dia que eu, aí a coisa ficou séria, passei a gostar mais e mais. Eu era criança, então, eu sabia lhe dar melhor com as partidas dessas pessoas. Logo depois, me lembro de ter gostado muito da minha professora da terceira série, a professora Cidinha. E ela retribuiu e ai a coisa toda, ela se aposentou e eu chorei muito, já estava perdendo a habilidade de lhe dar com a partida. Dei uma xícara para ela e sonhei muitas vezes com ela depois... Esse ano eu a vi na avenida, não tive coragem de falar com ela... Mas foi ótimo saber que ela está bem. A próxima pessoa em que depositei minha admiração foi a Heleninha. A história foi que diziam que eu parecia com ela e vice-versa. Não nos gostávamos no começo, e depois dos rumores começamos a conversar e conversar... Ela também acabou saindo da escola, e eu chorei. Mas nos tornamos amigas, e tão amigas que nossa amizade dura até hoje e eu mal posso acreditar que me tornei amiga daquela pessoa que eu tanto admirava! Hoje em dia, a admiração divide espaço com a realidade, mas continuo amando-a da mesma forma... Esse final, foi feliz, aliás. A febre da Heleninha demorou a passar... Até que a D. Suely chegou. Dona Suely é até hoje para mim, o símbolo da pessoa que se soltar uma palavra para a minha pessoa, meu coração congela. Tento sempre agradá-la. E ela me agrada, sempre. Sem saber, é óbvio. Ela é para mim, como os comunistas vêem Frida Kahlo, ou como eu acho que eles vêem. É como as pessoas vêem Joana D'arc. E todas aquelas mulheres admiráveis, engajadas,inteligentes, firmes. Também nos separamos do dia-a-dia, mas nosso final ainda é feliz quando nos encntramos... E eu estava completamente tranquila dessas febres quando eu conheci aquela moça alta e bonita da igreja que não sei por que mas gosto dela. Logo depois descobri que ela usava as roupas que eu gostava e depois, ela começou a sorrir para mim. Eu sentava perto dela para poder saudá-la no final do culto, e então ela começou a me abraçar em cada saudação. Descobri que ela se chamava Sara e que tinha um sobrenome legal. Imaginava que ela era chata, descobri que ela era simples quando me convidou para dormir em sua casa sem nem ao menos me conhecer direito. A Sara, é outro final feliz. Hoje consigo conversar com ela normalmente sem ficar com adrenalina como se tivesse conversando com a Sandra Bullock. É outra que eu tenho febre e que conheço tanto que parece que é uma amiga que mora longe. Sara e eu somos amigas de verdade, viajamos, rimos, cantamos, e já até quase brigamos. Até agora, ela não partiu. E então, eu finalizaria a minha lista das febres que me dão ao gostar de alguém e querer ser amiga desse alguém. Eu estava tão tranquila... Até que aquela mulher das sardinhas que toca órgão e tem o cabelo mais perfeito que já vi, resolve perguntar se estou bem e me receitar polenta pois eu estava muito pálida. Tudo de novo e outra vez. Comia polenta sem parar. Como já estava sentando perto, continuei sentando ainda. Faço de tudo para não parecer paranóica e as vezes prefiro não saudá-la para que não fique chato e estranho demais. Ela tem o mesmo penteado de cabelo que o meu, ela é organista e é tão gentil e meiga quanto eu gostaria de ser. A maior conversa que eu ja tive com a Sela foi essa, a da polenta. Eu até fui à casa da mãe dela e ela estava lá, mas isso foi antes da história da polenta, só que ela ficou do meu lado e eu ainda elogiei a voz dela. Mal sabia eu que a febre me atacaria novamente. E essa história ainda é uma incógnita já que, não sei se o final feliz da Febre Selma vai existir ou não.
A questão é: Eu procuro nessas mulheres alguém para me espelhar porque não admiro minha mãe o suficiente? Eu admiro minha mãe! Mas sou mais crítica quanto às pessoas da minha familia apesar de ter mulheres fantásticas aqui pertinho de mim. Nessas horas eu gostaria de um psicólogo para me dizer, mesmo que fosse friamente,o que ele acha dessas febres! Espero que a da Selma passe logo, independente do final.
A questão é: Eu procuro nessas mulheres alguém para me espelhar porque não admiro minha mãe o suficiente? Eu admiro minha mãe! Mas sou mais crítica quanto às pessoas da minha familia apesar de ter mulheres fantásticas aqui pertinho de mim. Nessas horas eu gostaria de um psicólogo para me dizer, mesmo que fosse friamente,o que ele acha dessas febres! Espero que a da Selma passe logo, independente do final.
P.S: Na foto, é a Selma mais nova, descobri no face dela, que não adicionei para não ficar chato!
P.P.S: ELA NÃO É FOFIIIIIIIIIIIIIINHA???!?!?!? *-*
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